Quarta, 16 de Outubro de 2019 - 16:50:40

OS QUADROS TAMBÉM CONTAM HISTÓRIAS…

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Posted by on Sexta-feira, Maio 1, 2009, 23:40
Este artigo foi publicado na categoria de Ver e possui 2 Comentários até agora .

a-danca-paula-rego-1988-23A pintura é uma boa contadora de histórias. Basta estarmos atentos, olharmos bem os seus motivos, darmos asas à imaginação e pronto… elas surgem, tímidas ou ousadas, hesitantes ou plenas de confiança.
Partindo do quadro “A Dança”, de Paula Rego (1988), vamos contar-vos uma das muitas histórias possíveis. Por certo, não coincidirá com a que os vossos olhos lêem ao observar o quadro. É natural: a vida e as obras de arte são mesmo assim: têm e contam histórias diferentes…

A DANÇA DA VIDA
Era uma vez um baile, numa noite em que as nuvens cobriam o céu, mas a lua iluminava a paisagem.
Todos dançavam. Cada um manifestava a sua forma de ser e estar na vida, pela forma como dançava.
Maria dançava sozinha.
Henrique e Antónia faziam um belo par. Esta era uma noite muito importante para ela, pois o seu namorado iria pedi-la em casamento. E ela: iria aceitar? …
Havia, no entanto, um problema: Maria, rapariga pobre e sem qualquer vaidade, mantinha uma relação amorosa com Henrique desde 1990. Antónia, embora não soubesse, apercebeu-se de que algo de estranho se passava com o seu namorado: o que a boca dizia, os olhos o negavam – de modo algum, o seu olhar dizia que ele a amava. Na verdade, tinha segundas intenções: Antónia era rica.
Contrariamente, José Manuel não atribuía qualquer importância à diferença de estratos sociais, dando continuidade ao seu casamento com Ana Maria, uma jovem alegre e pouco preocupada com a aparência. Já tinham dois filhos e o terceiro vinha a caminho.
Quem naquela noite observava bem tudo e todos era Isabel. Pensava nos bons velhos tempos em que o seu homem ainda era vivo. Após a morte deste, a vida dela mudara radicalmente, pois tinha uma filha, Joana, para criar e não conseguia arranjar emprego. Porém, sentia-se feliz, já que Joana lhe fazia lembrar o seu marido: as semelhanças das fisionomias eram evidentes.
A mãe de Isabel aconselhou-a a emigrar. José Manuel, proprietário de uma agência de viagens, tentou convencê-la a utilizar os seus serviços. Contudo, ela não aceitou a proposta.
De facto, sabia o que José Manuel pretendia: aproximar-se dela. Na cabeça deste homem, sempre elegante e bem-parecido, um dilema se instalara: continuar fiel ao seu amor ou partir para outro?
Embora tenha utilizado os serviços da agência J M Tours, Isabel não aceitou um amor que não podia retribuir. Assim, José Manuel continuou com Ana Maria.
As vidas das outras personagens também sofreram alterações: Joana ficou com a avó; Henrique e Antónia casaram; Maria optou por permanecer sozinha, tendo-se desligado de Henrique.
Na dança da vida, tal como naquele baile, cada um dançava à sua maneira…

10.º C,
Abril de 2009

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2 Comentários para “OS QUADROS TAMBÉM CONTAM HISTÓRIAS…”

  1. Diogo
    2009.05.09 23:39

    Foi um trabalho diferente, feito de forma divertida como só nós sabemos fazer.

    Mais uma vez, penso que estamos de parabéns.

  2. Filipe
    2009.05.23 15:15

    Um belo trabalho, feito por muitos, mas com algo em comum… O gosto pelas histórias…

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