{"id":167,"date":"2009-01-11T04:06:46","date_gmt":"2009-01-11T04:06:46","guid":{"rendered":"https:\/\/ea.ess-edu.pt\/?page_id=167"},"modified":"2024-05-21T20:43:27","modified_gmt":"2024-05-21T19:43:27","slug":"20-anos-17-de-novembro-de-2006","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ea.ess-edu.pt\/?page_id=167","title":{"rendered":"20 Anos, 17 de Novembro de 2006"},"content":{"rendered":"<h6>ngg_shortcode_0_placeholder<\/h6>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<h1>Vinte anos<\/h1>\n<p>O tempo passa depressa. Basta ver qu\u00e3o rapidamente cheg\u00e1mos ao final deste primeiro per\u00edodo&#8230; E, nesta vertigem, \u00e9 f\u00e1cil esquecer as coisas, as pessoas, os acontecimentos que povoam a nossa vida.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que as datas s\u00e3o importantes, marcos necess\u00e1rios para ajudar a nossa mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Lembro-me bem do dia em que visitei a escola. Era o meu primeiro ano de trabalho e tinha sido colocada na Escola Secund\u00e1ria da S\u00e9 (naquela altura n\u00e3o havia a &#8220;barra 3&#8221;). Era um ano importante, aquele, n\u00e3o apenas na minha hist\u00f3ria pessoal. A casa do Largo Dr. Jo\u00e3o de Almeida, que durante muitos anos tinha servido de instala\u00e7\u00f5es \u00e0 Escola Comercial e Industrial e, depois, \u00e0 Secund\u00e1ria, ia finalmente voltar para os donos. O novo edif\u00edcio estava a ser constru\u00eddo em tempo record, mas n\u00e3o se percebia muito bem como viria a ser.<\/p>\n<p>Porque se aproximava o in\u00edcio do ano lectivo, naquela tarde de final de Setembro os professores vieram ver como seria a nova escola. A luz do entardecer entrava pelas janelas, ainda sem vidros. Cheirava a novo, os carpinteiros colocavam as madeiras, havia a confus\u00e3o que \u00e9 habitual num grande espa\u00e7o em obras.<\/p>\n<p>Lembro-me muito bem da luz de fim de tarde, do cheiro e da cor da madeira, da sensa\u00e7\u00e3o de que tudo iria ficar muito bonito, mas demoraria a ser conclu\u00eddo.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou! A 17 de Novembro de 1986, ainda sem oficinas nem pavilh\u00e3o gimnodesportivo, aconteceu a &#8220;Aula inaugural&#8221; e a escola come\u00e7ou a funcionar. Era muito bonita (ainda \u00e9!) e naqueles primeiros tempos todos nos esfor\u00e7\u00e1vamos por que o fosse ainda mais: cada turma trazia plantas para alindar a sua sala, no Dia Mundial da \u00c1rvore foram plantadas algumas das \u00e1rvores que ainda hoje est\u00e3o no jardim. E n\u00e3o esque\u00e7o o espanto dos alunos da noite, quando chegou a hora de Ver\u00e3o e finalmente conheceram a escola \u00e0 luz do dia!<\/p>\n<p>Vinte anos depois, \u00e9 bom saber que \u00e0 beleza do edif\u00edcio se junta a alegria das pessoas que continuam a construir a Escola.<\/p>\n<p>Neste ano, vimos a nossa escola colocada num bom lugar em qualquer dos rankings publicados e com bons resultados a matem\u00e1tica nos exames nacionais de 12.\u00ba ano. E assinal\u00e1mos os vinte anos da Escola com uma festa simples, mas onde a colabora\u00e7\u00e3o e o empenho de todos cimentou este modo novo, que temos vindo a aprender, de trabalhar juntos.<\/p>\n<p>Uma escola \u00e9 um lugar onde se est\u00e1, a que se pertence e do qual se espera um insubstitu\u00edvel contributo para a forma\u00e7\u00e3o pessoal. Mas \u00e9 tamb\u00e9m um lugar de onde se parte &#8211; para outra escola, para o mercado de trabalho. Importa saber honrar o esfor\u00e7o dos que nos precederam. Importa marcar, com o trabalho e a originalidade de cada um, esta constru\u00e7\u00e3o, sempre inacabada.<\/p>\n<p>Para vivermos de Esperan\u00e7a e de futuro.<\/p>\n<p>Feliz Natal!<\/p>\n<p><em>\u00a0Cristina Teixeira, Jornal EA n.\u00ba 6 &#8211; Dezembro de 2006<\/em><\/p>\n<p><em><\/em><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<h1>Vinte anos atr\u00e1s&#8230;<\/h1>\n<p>A ideia de um dia poderem ser constru\u00eddas instala\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias para o funcionamento da Escola Secund\u00e1ria da S\u00e9, era considerada um &#8220;mito&#8221;, nos finais dos anos sessenta.<\/p>\n<figure id=\"attachment_182\" aria-describedby=\"caption-attachment-182\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.scmlamego.pt\/patrimonio\/sede\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-182 lazyload\" data-src=\"https:\/\/ea.ess-edu.pt\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/scml-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" data-srcset=\"https:\/\/ea.ess-edu.pt\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/scml-300x199.jpg 300w, https:\/\/ea.ess-edu.pt\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/scml.jpg 640w\" data-sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 300px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 300\/199;\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-182\" class=\"wp-caption-text\">Actual sede da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Lamego<\/figcaption><\/figure>\n<p>Instalada ent\u00e3o no edif\u00edcio da actual sede da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia e tendo sido fundada com a denomina\u00e7\u00e3o de Escola Industrial e Comercial de Lamego em 1967, s\u00f3 em Janeiro de 1968 se iniciaram as aulas, tendo uma das subscritoras destas linhas, entrado na equipa docente da Escola, antes da pr\u00f3pria mob\u00edlia!<\/p>\n<p>Pouco a pouco, ao longo dos anos, foi a Escola crescendo at\u00e9 que, a partir da 2.\u00aa metade dos anos 70, estava a &#8220;rebentar pelas costuras&#8221; de tal modo que, exceptuando a secretaria, a cantina e o gabinete do Conselho Directivo, s\u00f3 os poucos e ex\u00edguos quartos de banho escaparam \u00e0 sua ocupa\u00e7\u00e3o como salas de aula.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de muitas outras coisas, n\u00e3o disp\u00fanhamos de reprografia nem de espa\u00e7o suficiente para apresentar as nossas r\u00e9citas de fim de ano, pelo que t\u00ednhamos de utilizar o Sal\u00e3o Apost\u00f3lico, emprestado para o efeito.<\/p>\n<p>Apesar da grande capacidade de resist\u00eancia demonstrada, em diversas situa\u00e7\u00f5es, professores, alunos e funcion\u00e1rios albergavam o sonho de uma nova &#8220;resid\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Diz o velho ditado que &#8220;\u00e1gua mole em pedra dura, tanto d\u00e1 at\u00e9 que fura&#8221;. Foi o que aconteceu. Os &#8220;choradinhos&#8221; e &#8220;cantoch\u00e3o&#8221; dos Conselhos Directivos e a vontade pol\u00edtica do Presidente da C\u00e2mara de ent\u00e3o, conseguiram o milagre tornando o sonho em realidade: em 1986 as obras da nova Escola Secund\u00e1ria da S\u00e9 foram ultimadas e o edif\u00edcio inaugurado.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a foi-se processando por etapas. Se \u00e9 dif\u00edcil a mudan\u00e7a de uma casa, mudar uma escola \u00e9 bem mais complexo. E mudar as cabe\u00e7as? Nem se fala!<\/p>\n<p>Habituados como est\u00e1vamos \u00e0s nossas restritas instala\u00e7\u00f5es, aos buraquitos (por vezes burac\u00f5es) que aqui e acol\u00e1 surgiam inesperadamente, apesar de todos os avisos, ao duche gratuito no \u00e1trio da escola (quando chovia, convinha abrir o guarda-chuva), \u00e0 ventila\u00e7\u00e3o natural nos corredores, \u00e1trio e tudo quanto era s\u00edtio. Tamb\u00e9m no gabinete do Conselho Directivo, por baixo da secret\u00e1ria, aos cogumelos cuja cultura se poderia ter tornado uma mina de ouro, n\u00e3o fora a falta de ambi\u00e7\u00e3o e capacidade dos detentores do referido gabinete, habituados a todas estas &#8220;benesses&#8221;, diz\u00edamos n\u00f3s, sent\u00edamo-nos desamparados com tanto espa\u00e7o na nova Escola, correndo o risco de nos perdermos, quando precis\u00e1vamos de comunicar com algu\u00e9m. Sent\u00edamos que &#8220;a nossa fam\u00edlia&#8221; se tinha desagregado e as lamenta\u00e7\u00f5es de alguns funcion\u00e1rios saudosistas do velho &#8220;lar&#8221;, faziam-se ouvir de quando em vez.<\/p>\n<p>Por outro lado, come\u00e7\u00e1vamos a sentir as regalias da exist\u00eancia de 1 reprografia, de 1 sala de professores condigna, de 1 sala dos funcion\u00e1rios, de laborat\u00f3rios diferentes e bem equipados, de 1 biblioteca, de quartos de banho q.b., de 1 cantina espa\u00e7osa, de 1 sala para a telefonista, etc, etc, etc e at\u00e9 espa\u00e7o para a apresenta\u00e7\u00e3o de dramatiza\u00e7\u00f5es de car\u00e1cter pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p>Foi com viva satisfa\u00e7\u00e3o e muita emo\u00e7\u00e3o que assistimos e partilh\u00e1mos da alegria da festa da comemora\u00e7\u00e3o dos 20 anos do novo edif\u00edcio, ao ver a din\u00e2mica da Escola com o empenhamento de professores, alunos e funcion\u00e1rios, dando-se as m\u00e3os como uma verdadeira fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Parab\u00e9ns aos professores, alunos e funcion\u00e1rios colaborantes num espect\u00e1culo que nos deixou boquiabertas e de cora\u00e7\u00e3o enternecido.<\/p>\n<p>Parab\u00e9ns ao Conselho Executivo pelas suas realiza\u00e7\u00f5es e pela \u00f3ptima e simp\u00e1tica ideia de convidar professores e funcion\u00e1rios administrativos e auxiliares da &#8220;velha guarda&#8221;.<\/p>\n<p>Muito e muito obrigadas pela amizade e lembran\u00e7a do convite.<\/p>\n<p>Parab\u00e9ns \u00e0 Escola!<\/p>\n<p><em>Maria Herm\u00ednia Quintela e Celina Rebelo (professoras aposentadas), Jornal EA n.\u00ba 6 &#8211; Dezembro de 2006<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinte anos O tempo passa depressa. 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