{"id":514,"date":"2009-05-17T02:12:40","date_gmt":"2009-05-17T02:12:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ea.ess-edu.pt\/?p=514"},"modified":"2024-07-07T15:22:00","modified_gmt":"2024-07-07T14:22:00","slug":"retratos-misteriosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ea.ess-edu.pt\/?p=514","title":{"rendered":"RETRATOS MISTERIOSOS&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 lingrinhas, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 espada\u00fado. Para umas pessoas \u00e9 algo insignificante; para outras \u00e9 urgente t\u00ea-lo. N\u00e3o \u00e9 indiscreto, n\u00e3o se desloca, mas faz movimentar. <a href=\"https:\/\/ea.ess-edu.pt\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/interrogacao1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-516 alignleft lazyload\" title=\"interrogacao1\" data-src=\"https:\/\/ea.ess-edu.pt\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/interrogacao1.jpg\" alt=\"interrogacao1\" width=\"102\" height=\"130\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 102px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 102\/130;\"><\/a>Endireita e mete tudo e todos na linha. Gosta imenso de estar \u00e0 janela.<br \/>\nBonito ou feio, ningu\u00e9m gosta dele. Apesar de tudo, \u00e9 um grande amigo, ajuda tanta gente sem nunca querer nada em troca!<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 descart\u00e1vel nem recicl\u00e1vel. Muitas pessoas optam por n\u00e3o conviverem com ele, pois d\u00e1 muita despesa.<br \/>\nN\u00e3o se preocupa com a sua beleza. Apenas lhe interessa que os outros pare\u00e7am bem. Quando velho, todos abandona porque h\u00e1 sempre um jovem \u00e0 espera de trabalho.<br \/>\nEnt\u00e3o, sabem o que \u00e9?&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 <strong>o<\/strong> <strong>aparelho dos dentes<\/strong>!<\/p>\n<p>Possante, en\u00e9rgico, fazia dos seus dias momentos de pura liberdade, embrenhado no verde que o rodeava.<br \/>\nA sua cor, um negro carregado, n\u00e3o constitu\u00eda obst\u00e1culo \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o, naquele verde onde andava. Era ali, naquele lugar onde a ra\u00e7a n\u00e3o tinha cor, que passava os dias num contentamento jamais imaginado. O seu vigor causava admira\u00e7\u00e3o e estimulava o apetite do confronto.<br \/>\nNingu\u00e9m lhe tinha dito que haveria de viver para ser desafiado. A sua preocupa\u00e7\u00e3o era apenas ser livre, correr num campo sem fronteiras e poder enfrentar a vida com aquela satisfa\u00e7\u00e3o por que todos os mortais anseiam.<br \/>\nNo entanto, tolerante com as fintas que o preparavam para o seu destino, entretinha-se em jogos astutos, desafiando as provoca\u00e7\u00f5es de quem apenas nele via um ser inferior.<br \/>\nEis que um dia chegou \u00e0 pra\u00e7a e o desafio transformou-se em sangue: <strong>o touro<\/strong> morreu.<\/p>\n<p>Ora quente, ora fria, por vezes tranquila. N\u00e3o sou branca nem preta. Posso dizer que tenho uma&nbsp;flexibilidade enorme! Alguns adoram brincar sobre mim. Nesse momento, sinto-me triste e ao mesmo tempo feliz. Triste talvez pelo desconforto que me causais; alegre porque de mim gostais. Quando o mau tempo chega, sobre mim n\u00e3o desejais caminhar.<br \/>\nAgora, dizei-me: quem sou eu?<\/p>\n<p>Eu sou <strong>a areia<\/strong>.<\/p>\n<p>Frequentemente de bom humor, em qualquer parte do dia se encontra c\u00f3modo, num lugar fechado ou aberto, mas sempre muito iluminado.<br \/>\nAmig\u00e1vel com as pessoas que o rodeiam, sabe observar os seus gestos e ouvir as suas palavras, sendo divertido ou aborrecido ouvi-lo.<br \/>\nPode acontecer que, no seu alegre cantinho, longe do barulho e da confus\u00e3o, solte um ou mais ru\u00eddos (por exemplo, miau).<br \/>\nSe o ouvem sem o verem, julgam-no uma coisa diferente da que ele \u00e9, na verdade.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 forte nem muito grande, mas exibe sempre um ar vaidoso, como quem s\u00f3 pensa em si.<br \/>\n\u00c9 muito engra\u00e7ado!<br \/>\nO que \u00e9?<\/p>\n<p>\u00c9 <strong>o papagaio<\/strong>.<\/p>\n<p>Trabalhava arduamente, mas sempre com a ajuda de algu\u00e9m, e fazia bastantes sacrif\u00edcios para realizar as tarefas atribu\u00eddas. No entanto, nunca se sentia cansada, pelo que n\u00e3o precisava de descanso.<br \/>\nNo fim do trabalho, n\u00e3o dispensava um bom peda\u00e7o de \u00e1gua, por\u00e9m n\u00e3o se lavava muito.<br \/>\nDurante o dia, muitas pessoas queriam o seu apoio, pois era indispens\u00e1vel em certas alturas.<br \/>\nEra amiga da maior parte do povo, mas nem toda a gente gostava dela.<br \/>\nEra frequentemente encontrada nas aldeias. Na sua terra, apreciavam a sua formosura, embora fosse desdentada.<br \/>\nQual o objecto a que nos referimos? N\u00e3o sabem? N\u00f3s dizemos: trata-se da <strong>enxada<\/strong>.<\/p>\n<p>Ansiosa pela sua hora, competindo com as outras, esperando pelo dia em que ir\u00e1 ser \u00fatil a algu\u00e9m.<br \/>\nCriadora de bela poesia ou at\u00e9 de deslumbrantes paisagens, c\u00e1 est\u00e1 ela, ansiosa e insegura, porque o futuro \u00e9 incerto.<br \/>\nUma boa companhia para quem se sente s\u00f3 e precisa de expressar os seus sentimentos; nunca deixa ningu\u00e9m ficar mal.<br \/>\nOs cavalheiros querem-na, pois ficam com um ar mais distinto. As senhoras escolhem as mais delicadas e graciosas.<br \/>\nN\u00e3o se deixem enganar, \u00e9 uma simples <strong>caneta<\/strong>!<\/p>\n<p>Posso ser de todos os tamanhos, de todas as cores, de todos os feitios.<br \/>\nNuma fase da tua vida, posso ser a tua melhor amiga ou, at\u00e9 mesmo, a tua maior inimiga. Por vezes, sou maltratada por ti, mas, outras, sou bastante acariciada. Na maior parte do tempo, atiras-me para um s\u00edtio fechado, escuro, sem respira\u00e7\u00e3o. Nem pensas numa coisa &#8211; guardo sabedoria, segredos e contactos.<br \/>\nNalguns dias, sou uma pena; noutros, sou chumbo. No entanto, logo que queiras, desloco-me de lugar para lugar. Trabalho durante o dia e descanso durante a noite; o S\u00e1bado e o Domingo s\u00e3o os meus dias de folga.<br \/>\nSe algu\u00e9m trope\u00e7a em mim, catrapum!&#8230;<br \/>\nN\u00e3o sabem quem sou?&#8230; Ao sa\u00edrem da sala de aula, reparem bem nas costas dos vossos colegas- eu estou l\u00e1! \u00c9 isso! Sou mesmo a vossa <strong>mochila<\/strong>!<\/p>\n<p>Ali est\u00e1, silenciosa como um t\u00famulo, esperando que lhe d\u00eaem uso. Triste, parece que chora, mas, como \u00e9 muda, ningu\u00e9m pode confirmar o seu choro.<br \/>\nEst\u00e1 ansiosa por come\u00e7ar a trabalhar. Para isso, n\u00e3o h\u00e1 nada como um bocadinho de \u00e1gua para a refrescar. Com o nosso aux\u00edlio, faz <a href=\"https:\/\/ea.ess-edu.pt\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/iluminado4.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-537 lazyload\" title=\"iluminado4\" data-src=\"https:\/\/ea.ess-edu.pt\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/iluminado4.jpg\" alt=\"iluminado4\" width=\"94\" height=\"119\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 94px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 94\/119;\"><\/a>desaparecer todas as rugas.<br \/>\nQuando falta o creme cinzento humidificado, fica triste e inactiva, pois n\u00e3o gosta de coisas duras.<br \/>\n\u00c9 geom\u00e9trica, dado vestir losangos e rect\u00e2ngulos. No fim do dia, tem de tomar banho porque ama a higiene. No entanto, gasta pouca \u00e1gua: \u00e9 ambientalista!<br \/>\nQuem \u00e9 ela?<br \/>\nSolu\u00e7\u00e3o: N\u00e3o \u00e9 grande nem pequena, \u00e9 apenas uma velha <strong>talocha<\/strong>!<\/p>\n<p><em>10.\u00ba C<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 lingrinhas, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 espada\u00fado. Para umas pessoas \u00e9 algo insignificante; para outras \u00e9 urgente t\u00ea-lo. N\u00e3o \u00e9 indiscreto, n\u00e3o se desloca, mas faz movimentar. Endireita e mete tudo e todos na linha. Gosta imenso de estar \u00e0 janela. Bonito ou feio, ningu\u00e9m gosta dele. 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