O mundo ideal
Quem me dera poder voar,
Conhecer o mundo
E, observá-lo de cima,
Onde, toda a sua beleza é revelada,
E esquecer-me de toda a maldade,
No seu íntimo descontente
E, do seu infinito descolar.
Pairar sobre o desconhecido
No céu ofegante,
Dormir sobre uma nuvem
E sobrevoar toda a pobreza,
Transformando-a em riqueza
E, a sonhar, transferir
Toda a maldade para felicidade.
Era o mundo ideal,
Que eu queria ter
E, neste ,ver a próxima geração a crescer.
Era o meu sonho.
O meu sonho era sonhar!
Oh! Quem me dera crescer sem sonhar,
Esquecer as coisas más
Ou, apenas sonhar com coisas boas,
Queria sonhar com flores,
Num jardim colorido no meio das nuvens
E, sonhar que eu corria lá no meio,
No meio dos meus amores.
Quem me dera sonhar
Que naquele turbilhão de rosas,
Olhando para mim carinhosas,
Encontrasse o meu eu próprio.
Quem me dera sonhar
Que podia voar
Pelo meio do espaço sem ninguém,
Cruzar-me com aviões e,
No fim, encontrar o meu amor
Lá ao longe a sorrir,
A fugir dos sonhos maus,
Tal como eu.
A imaginação

Cheguei à escola
Instalei-me confortavelmente e,
Olhando para as árvores,
Despidas efectivamente
Pela acção do Outono,
Procurei imaginação.
Procurei, mas no entanto, não a via,
Entretanto, muito mais folhas
Haveriam voado em direcção
Ao vasto e belo jardim.
Continuei em busca
Da imaginação perdida,
Mas, cada vez, ela se encontrava
Mais longe e distante,
Como que não queria ser encontrada,
Fazendo com que eu
Fosse perdendo a esperança,
De repente, coisas surgiram
Na minha cabeça,
Era ela,
Que tinha voltado mais contente,
Mais animada,
Só para mim.
Ruben Bastos
N.º18, 9.ºA
