Somos duas alunas do 6.º C, uma de Lazarim e outra de Cepões. Vamos contar algumas das tradições das nossas terras.
Comecemos por Lazarim.
Em primeiro lugar, arranjam-se os fatos e as máscaras. As pessoas, depois de vestidas com fatos de palha e máscaras de madeira, escondem-se pelos diversos lugares da aldeia por onde as pessoas costumam passar.
Seguidamente, sempre que alguém passa, os mascarados, também conhecidos por caretos, saem dos seus esconderijos “atacando” e assustando as pessoas. A finalidade principal é pôr a nu os seus defeitos. É uma espécie de escárnio e maldizer das pessoas menos gratas da aldeia. Mas como é Carnaval, ninguém leva a mal e todas as pessoas se divertem com a brincadeira. Desta forma, fazem-se as críticas mais relevantes sem que, por isso, alguém seja punido.
Esta brincadeira, entre caretos de um lado e as pessoas visadas do outro, estende-se pelo dia fora, culminando, no final da tarde, com a famosa sopa de feijão.
Em Cepões, a tradição carnavalesca é o famoso desfile dos caldeireiros.
O desfile é preparado, antecipadamente, tendo em atenção o folclore e as tradições populares.
Para além destes registos etnográficos, o desfile conta com carros alegóricos que, ao longo do percurso, entram em despique. Há votações para o melhor e para o pior carro. A este último são lançados ovos, farinha e água.
Em suma, quer numa aldeia quer na outra, o importante é que as pessoas se divirtam, brinquem e mantenham vivas as tradições que vêm dos seus antepassados.
Ana Filipa e Iolanda, 6.º C

