O QUE ELES CRESCERAM!

O QUE ELES CRESCERAM!

Em primeiro lugar, gostaria de referir que sou professora dos alunos de que vou falar neste curto texto. Assim, dificilmente conseguirei que a afectividade não interfira na selecção das ideias a transmitir e nas palavras que usarei. No entanto, uma coisa posso e devo asseverar – não mentirei.

Após este preâmbulo, é tempo de expressar a  admiração (no duplo sentido de espanto e encantamento)  causada pela caminhada efectuada desde o 8º. /10.º ano de escolaridade. De meninos e meninas mais ou menos irrequietos e/ou mais ou menos tímidos e inseguros,  nalguns casos, pouco amigos do estudo e do trabalho persistente, passaram a adolescentes capazes de se interessarem por questões complexas  de primordial importância no contexto mundial. Sabem e gostam de opinar; fazem questão de, criativamente, recorrendo a vários parceiros, partilharem as suas preocupações relativamente a temas como a violência doméstica, a saúde materna, a sustentabilidade ambiental, entre outros.

Parabéns a todos: às famílias, por terem querido e sabido manter com a escola uma interacção equilibrada; à escola, por ter intervindo de forma decidida e decisiva na co-construção do projecto educativo/formativo destes alunos; aos alunos em causa, por confiarem em nós e terem correspondido.

A caminhada vai continuar. Os caminhos a trilhar nem sempre serão fáceis. Mas os alunos dispõem de ferramentas – saber, saber ser, saber estar e saber fazer – que lhes permitirão ultrapassar as dificuldades e com elas aprender/progredir essencialmente como seres humanos.

Reporto-me aos alunos da turma B, do 12.º ano. Que me perdoem os outros que merecem iguais reflexões/considerações.

Não disse tudo, mas espero ter dito o suficiente.

A. Bernardo

 

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